História

Imagem de Nossa Senhora da OliveiraÉ um lugar por demais comum, mas inevitável, começarmos por nos referir a OLIVEIRA DO CASTELO como o berço da nacionalidade. Até porque foi assim e aqui que tudo começou…

E realmente é como cidade germinadora de todo o resto do território português que Guimarães é afamada, em Portugal e no Mundo.

As origens vimaranenses esfumam-se no recuar dos tempos e baseiam-se em relatos de historiadores que apontam a região como já tendo sido “citânia, vila romana, povoado bárbaro e cristão até ao século IX”. Em meados do século X, nasce como povoado, pelas mãos de Condessa galega Mumadona Dias (viúva de Hermenegildo Mendes), crescendo em torno do Mosteiro de Santa Maria. Devido à ameaça permanente dos mouros e normandos, foi construído um castelo, na colina mais próxima. Estavam assim formados dois núcleos, que foram entretanto ligados pela Rua Santa Maria, traçada já nesta época. O Mosteiro recebe privilégios e doações, ganha grande relevância e transforma-se num autêntico santuário de peregrinação, que atrai gente de todos os cantos.

Ávila vai-se alargando e tomando forma, sendo fortificada pelo Conde borgonhês – portucalense D. Henrique. Terá sido também por esta altura que o seu castelo, um dos mais completos exemplos de fortaleza medieval do Ocidente Europeu, tomou a forma que ainda hoje orgulhosamente ostenta. Apesar de todos estes desenvolvimentos, é no século XII que OLIVEIRA DO CASTELO vai ganhar toda a sua proeminência histórica, conquistando um lugar de relevância vitalícia no quadro de honra português.

Terá sido aqui, segundo a tradição, que terá nascido e baptizado em 1111, aquele que viria a ser o Primeiro Rei de Portugal, na consequência de uma célebre batalha também aqui travada. D Afonso HenriquesD. Afonso Henriques, armado cavaleiro em 1125 na Catedral de Zamora, vai combater e ganhar, contra a própria mãe ( D. Teresa), aliada ao Rei de Leão e Castela.

A Batalha de S. Mamede, em 24 de Junho de 1128, encerra este enorme significado de ter aclamado D. Afonso Henriques como primeiro rei do reino que entretanto nascia. O burgo vai crescendo a olhos vistos, com os dois núcleos originais já fundidos e a fisionomia a tomar a estrutura quase definitiva que se manteria desde o século XV até finais do século XIX. Isto apesar de várias e significativas edificações ( igrejas, conventos e palácios) da concepção do Largo da Misericórdia, o primeiro a ser urbanizado e a ter lugar principalmente entre os séculos XVII e XVIII.

Todo este processo perpassou a urbe, mas a onda de modernidade não foi exagerada e “poupou” a zona mais histórica da cidade, autêntica pérola vimaranense. O denominado Centro Histórico, epicentro do desenvolvimento de uma das mais importantes cidades nacionais, ficou imortalizado por todas as peripécias que aqui tiveram lugar, e conseguiu chegar praticamente intacto até aos nossos dias. A sua enorme relevância histórica, aliada à beleza e riqueza arquitectónica e monumental e ao bom estado de conservação de todos estes atributos, conduziram-no ao maior reconhecimento internacional, por parte da UNESCO, com a elevação a Património Cultural da Humanidade, a 13 de Dezembro de 2001.